quarta-feira, 27 de abril de 2011

A participação de Mariana

Mariana: mãe, me dá um irmãozinho!
Mãe: Filha, mas vc já tem dois!
Mariana: Mas mãe, eu quero um bebê!

Mariana: Mãe, me dá um irmãozinho, eu quero tanto um irmãozinho. Eu não tenho ninguém...

Mariana: Mãmãe e papai, mais do que me amar eu quero que vcs me dêem um irmãozinho...

Eu e o Sandro nos olhamos e sentimos a boca secar, o coração apertar...
Finalmente, depois de tanta incistência, um espírito de luz tinha conseguido, junto com a Mariana nos sensibilizar

Um dia, o Sandro que era mais resistente à idéia de mais um filho (no caso dele, o quarto) perguntou que nome daríamos ao próximo filho. Era a deixa. Dali pra frente comecei a agir como se a decisão já estivesse tomada... e realmente estava...

Decidimos então parar de usar o contraceptivo no início do ano de 2011. A idéia era quem sabe engravidar nas férias em que tínhamos programado duas viagens: uma a dois e outra em família.

Contudo, alguém que não me lembro quem, no banheiro da PGR, sugeriu que eu tirasse o anel logo pq algumas mulheres demoravam muito para engravidar...

Fiquei cismada e resolvi tirar depois da próxima menstruação. Era outubro de 2010.

A menstruação veio em novembro e não mais coloquei o anel....

Comecei a saga de procurar médicos que fossem adeptos ao parto normal...

Passei por cada uma que nem merece nota.

Enfim, encontrei a Dra Geovanna Mendonça. De cara, na porta do consultório tem escrito: Parto Natural.

Pensei: é aqui.

Na primeira consulta, que só havia conseguido marcar para o dia 03/02, ela pediu todos os exames.

Fiz uma ecografia no dia 14/03 que apontou uma pequena inflamação na trompa esquerda e o google me informou que isso ensejava diminuição da fertilidade...

Viajei. Uma lua-de-mel maravilhosa de uma semana em Porto de Galinhas/PE. A menstruação estava prvista para o dia 21/02, já que eu havia menstruado nos dias 21/12 e 21/01.

O atraso foi percebido em Porto, mas em razão da inflamação, do histórico de ovário polissístico e de ciclos irregulares, da viagem, da mudança de clima e de altitude... achei que era normal.

Voltamos de Porto de Galinhas dia 23/02 e no dia 25/02 embarcamos para o nordeste: Primeiro rumo à Bahia: Guaibim, Morro de São Paulo, Salvador. Depois rumo à Aracaju/SE e depois, para fechar com chave de ouro, Guarajuba/BA.

Foi uma viagem expetacular!!!

Nos últimos dias eu já esconfiava de que alguém habitava em mim... As dores no peito estavam muito fortes. Mas as cólicas me deixavam em dúvida, afinal podia ser a menstruação, pensei.

Voltamos pra casa dia 15/03 e no dia 16/02 eu já tinha marcado uma consulta de retorno com a Dra Geovanna para levar os exames. Lá falei do atraso e ela me deu o pedido de exame do BHCG.

Corri ao Hospital Brasília, local em que o exame poderia ser feito de emergência, com resultado em 2horas pela internet. A coleta do sangue foi feita por volta das 16:30.

No caminho pra casa, resolvi comprar um sapatinho para dar a notícia ao papai. Algo dentro de mim dizia que era positivo o resultado. E também se não fosso, o sapatinjho aguardaria a notícia no futuro.

Cheguei em casa, conectei a internet e fiquei esperando a disponibilização do resultado numa ansiedade solitária que nem sei descrever....

Por volta das 19:30 o Beta apontou um resultado de mais de 50.000.
Chamei o Sandro no quarto e dei a ele o sapatinho. Ele ficou me olhando e nos olhos dele tinham dois pontos de interrogação gigantes até que, depois de alguns segundos entalados, ele perguntou: o que é isso? Eu disse: é o primeiro dos muitos que teremos que comprar.

Ele não acreditou!!!
Disse que eu já tinha errado vários exames... e era verdade....

Liguei para a Dra Geovana e confirmou dizendo: isso é positivão!

Só percebi que o Sandro caiu em si no dia seguinte, quando, ao levar Mariana no inglês, recebi a mensagem pelo celular: "Bom dia mais nova mamãe!"

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